domingo, 31 de outubro de 2010

A poluição sonora

poluicao
Quem mora nas grandes cidades aprende a viver com os mais variados tipos de barulho: de carros, buzinas, sirenes de ambulância e de carros de bombeiros, motos, aviões, tiros e brinquedos eletrônicos.
“O ouvido humano suporta níveis de 80 a 85 decibéis. Quem ficar ouvindo sons entre 85 a 100 decibéis com freqüência, algo semelhante a um carro com escapamento aberto, pode começar a ter perdas”.

De acordo com especialistas , a exposição continuada a sons entre 100 a 120 decibéis pode levar a perda auditiva. Tanto que a legislação determina tampões de proteção. Acima de 120 decibéis (som de uma explosão, por exemplo) é provocado trauma acústico.

Mas além de conviver com a poluição sonora do dia-a-dia, há também quem goste de usar aparelhos como Ipod, Mp3, Mp4 e rádio acoplado ao celular. “Os jovens utilizam aparelhos que são capazes de emitir sons a 100, 110 decibéis. Os próprios fabricantes estão alertando aos consumidores quanto aos possíveis danos na audição”, explica o médico.

Segundo, especialistas é preciso recomendar bom senso a essas pessoas. “Depois de ficar com o fone no ouvido durante uma hora, é preciso fazer uns 15 minutos de pausa”, diz. “Para saber se não está exagerando no volume, a pessoa precisa conseguir escutar perfeitamente alguém que esteja falando com ela”, sugerem.
A mesma situação não acontece com profissionais como músicos e garçons. “Eles precisam tomar cuidado para não ter lesão auditiva. Os músicos, por exemplo, devem usar tampões pelo menos durante os ensaios. E quem já tem problemas auditivos não deve deixar de usá-los”.

Perda gradativa da audição

Se não usadas corretamente, as novas tecnologias podem provocar perda auditiva a longo prazo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência auditiva. Em 2000, dados do IBGE mostravam que quase 6 milhões de pessoas declaravam-se portadoras de deficiência auditiva.

A perda de audição se instala de forma lenta e progressiva e o ouvido sofre um processo de envelhecimento gradual. “Cerca de 30% das pessoas entre 65 e 75 anos sofrem de perda de audição. Quem sofre de presbiacusia sente dificuldade em compreender conversas com ruído ao fundo, percebe a fala das pessoas à sua volta como se fossem resmungos, tem mais facilidade de identificar vozes graves do que as agudas e de começar a sentir zumbidos”.

Segundo especialistas , como a perda de audição é gradual, a pessoa demora para admitir que está ficando surda. E os motivos que causam esse mal variam de hereditariedade, passando pelo efeito acumulativo da exposição repetida ao barulho até a ingestão de determinados medicamentos. “Pacientes que sofrem de doenças do coração, diabetes ou problemas circulatórios estão mais sujeitos a sofrer o comprometimento da audição”.

No entanto, é possível reverter a doença. “A pessoa deve evitar sons altos no trabalho ou em casa, para minimizar o impacto do efeito acumulativo. Quem fica sujeito a ruídos como estampidos de armas de fogo, maquinário de serralheria e marcenaria, ou mesmo que trabalha em construção civil deve usar protetores regularmente”, dizem os médicos.

Os efeitos da poluição sonora no corpo humano

O barulho do dia-a-dia irrita, incomoda, mas não provoca danos aos órgãos de quem estiver com a saúde em dia. Mas, de acordo com os especialistas, se o indivíduo for hipertenso, estiver demasiadamente estressado, a poluição sonora pode acarretar danos ao corpo humano.
  • Cérebro – Como a pressão intracraniana sobe, o indivíduo começa a sentir fortes dores de cabeça;
  • Órgãos genitais – Passam a receber menos sangue. Enquanto a mulher perde o desejo sexual, o homem fica com dificuldade de ereção;
  • Coração – passa a bater de forma descompassada. Aumentam os riscos de enfarte e derrame;
  • Pulmões – Com a aceleração da respiração, os pulmões funcionam em velocidade máxima e o cansaço acaba sendo inevitável;
  • Músculos – Ficam contraídos e começam a liberar substâncias inflamatórias;
  • Aparelho digestivo – O estômago produz altas escalas de suco gástrico, provocando úlcera e gastrite. O intestino também deixa de funcionar corretamente;

Causas de surdez

  • Hereditariedade;
  • Rubéola materna durante a gravidez;
  • Parto prematuro ou traumas de parto;
  • Infecções bacterianas;
  • Traumatismo crânio-encefálico;
  • Alta radiação;
  • Ruído e envelhecimento natural;
  • Os decibéis no dia-a-dia
  • Tiro de revólver – 150 DB;
  • Aspirador de pó – 90 DB;
  • Escritórios – 60 a 65 DB;
  • Discoteca – 100 DB;
  • Banda de rock – 110 DB;
  • Ruas – 70 a 80 DB;
  • Buzina de carro – 110 DB;
  • Voz humana – 50 a 60 DB;
  • Motocicleta – 120 DB;
  • Decolagem de avião – 150 DB;

sábado, 23 de outubro de 2010

A cada cigarro menos 11 minutos de vida

Calculam que fumar de maneira habitual encurta a esperança de vida em 6,5 anos
Valendo-se de estudos epidemiológicos, expertos do Reino Unido determinaram o real impacto sobre a saúde das pessoas.
Consumir um pacote de 10 unidades equivale a viver três horas e 40 minutos menos, enquanto que um cartão completo resta um dia e meio de vida do fumador.

Sempre tem se dito que o tabaco é nocivo para a saúde, que pode produzir câncer e que a longo prazo encurta a vida das pessoas. Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Bristol na Inglaterra, da mais precisão a estas advertências ao calcular que cada vez que um homem fuma um cigarro esta encurtando sua vida em 11 minutos. Como se fosse pouco, o estudo publicado pela revista cientifica British Medical Journal, afirma que os adictos ao tabaco diminuem em 6,5 anos sua esperança de vida por culpa dos cigarros.

De qualquer forma, este ultimo calculo rege unicamente para pessoas do sexo masculino que começaram a fumar aos 17 anos e não pararam até os 71.

O investigador inglês Richard Mitchell explica que estimaram que se um homem fuma como media 5.722 cigarros anuais a partir dos 17 anos de idade, e não deixa de faze-lo até os 71, haverá consumido um total de 311.688 cigarros em toda a sua vida.